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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Promessa de Denominação de Origem para outubro

Aprovale protocola pedido de registro de Denominação de Origem junto ao INPI e se prepara para apresentar vinhos da Safra 2010 com selo ainda em novembro, sendo a primeira D.O. brasileira

O pedido de registro da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.) foi protocolado na tarde de segunda-feira (16) no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), no Rio de Janeiro. A promessa do instituto é de que até o final de outubro seja confirmada a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos como a primeira D.O. brasileira.

A comitiva, liderada pelo presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Aldemir Dadalt, foi recebida pelo presidente do instituto, Jorge de Paula Costa Ávila. O grupo contou com a participação do vice-presidente da Aprovale, Adriano Miolo; do pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e coordenador do projeto de pesquisa, Jorge Tonietto, Deborah Villas-Boas Dadalt, da Aprovale e do advogado Roner Guerra, que presta consultoria no processo.

Nove documentos técnicos com os estudos que atestam a identidade e qualificação da região do Vale dos Vinhedos para ser reconhecida como a primeira Denominação de Origem de vinhos do Brasil foram entregues ao presidente do INPI. Com a promessa do INPI, Aldemir Dadalt comemora e já antecipa a realização de um grande evento para oficializar a conquista e lançar a D.O. Vale dos Vinhedos durante o mês de novembro. “Já temos um grande número de vinhos prontos que seguem as normas da certificação. Estamos animados e ansiosos para receber a primeira D.O. brasileira”, destaca.

A Aprovale já concluiu a coleta de amostras inscritas para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (D.O.V.V.) – Safra 2010. Mesmo antes da obtenção da certificação, os vinhos já estão sendo avaliados pelos novos parâmetros. Depois de terem sido aprovadas na primeira etapa com a comprovação de sua origem, as 13 amostras inscritas por sete vinícolas, que correspondem a cerca de 400 mil garrafas, agora passam por análises físico-químicas na Embrapa Uva e Vinho e no Laboratório de Referência Enológica (Laren), em Caxias do Sul. O próximo passo são as degustações técnicas previstas para setembro, no Laboratório de Análises Sensoriais da Embrapa, em Bento Gonçalves.

Entusiasmado com o comprometimento dos produtores do Vale dos Vinhedos, Jorge Tonietto acredita que o modelo da DO será uma referência entre os países produtores de vinho de qualidade de indicações geográficas do Novo Mundo. Ao assumir um forte compromisso com a qualidade dos vinhos, através de um “Regulamento de Uso” e de uma “Normativa de Controle” estrita, os produtores possibilitam a certificação e a rastreabilidade dos produtos, mantendo os elementos de qualidade e tipicidade da região produtora do Vale dos Vinhedos.

Os estudos feitos pela Embrapa Uva e Vinho comprovam que os vinhos específicos obtidos através do Regulamento de Uso da DO possuem qualidades e características originais que se devem ao clima e ao solo da região, às variedades de uvas utilizadas e aos métodos enológicos empregados.

O projeto foi desenvolvido com a Aprovale, sob a coordenação da Embrapa Uva e Vinho, em parceria com a Embrapa Clima Temperado, a UCS e a UFRGS. O projeto teve recursos financeiros da Finep.

Fonte: Conceito Comunicação

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vale dos Vinhedos inspira novas indicações geográficas

O pioneirismo e o renome conquistado pelo trabalho desenvolvido na primeira Indicação Geográfica (IG) do Brasil, os Vinhos do Vale dos Vinhedos, definiram a sua escolha para servir de referência para o Ministério de Ciência e Tecnologia, através do Museu Paraense Emílio Goeldi, no desenvolvimento da IG dos Brinquedos de Miriti de Abaetetuba, no Estado do Pará.

Segundo Maria das Graças Ferraz Bezerra, analista do Museu que esteve na semana passada em Bento Gonçalves, o trabalho começou com o Sebrae promovendo a organização comunitária da associação de produtores. O Museu ficou responsável pelo levantamento de dados e da história dos brinquedos e elaboração de documento referencial sobre a originalidade dos brinquedos de Miriti de Abaetetuba. Na sequência, elaboraram e um cronograma para iniciar as atividades, que tinha como uma das primeiras tarefas entender melhor o processo da obtenção da Indicação Geográfica.

Nesta etapa, Maria das Graças destaca que colegas do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia do Museu Goeldi já haviam participado de uma palestra em Belém com Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e indicaram seu nome. “Tonietto, que é uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, foi muito receptivo e esses dias de trabalho foram muito proveitosos e me deram uma nova visão do trabalho a ser feito”, comentou Maria das Graças.

Outro ponto que ficou claro para a visitante foi a necessidade de não apenas construir um projeto, mas sim internalizá-lo e fazer com que ganhe o engajamento de todos os envolvidos, com destaque para os produtores. “É necessário construirmos um processo sustentável, não apenas um documento que dê direto a uma certificação dos brinquedos que estão entranhados na infância de todo o paraense “, complementou Maria das Graças.

Os Brinquedos de Miriti, feitos com a fibra leve da palmeira também conhecida como Buriti e chamada de isopor da Amazônia, são fabricados há 200 anos no Pará. São considerados a expressão da sensibilidade e da representação do cotidiano do universo do caboclo e do ribeirinho da região de Abaetetuba, cidade vizinha de Belém (PA), onde o artesanato começou. São representadas cobras, lagartos, pássaros e cenas do cotidiano dos moradores, tudo com cores vibrantes e com articulações e movimentos, que chamam a atenção.

Além da visita à Embrapa, a analista foi recebida por Jaime Milan, Diretor Executivo da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), entidade que reúne os produtores que detêm o direito de uso do selo de IG no Vale dos Vinhedos. Lá buscou inspiração nos mecanismos de gestão e de relacionamento entre os produtores de vinho do Vale dos Vinhedos para aplicar junto aos artesões que produzem os Brinquedos de Miriti de Abaetetuba.

O Projeto que visa a Indicação Geográfica dos Brinquedos de Miriti de Abaetetuba está sendo coordenado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição de pesquisa e desenvolvimento ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e conta com os seguintes parceiros: Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba (ASAMAB), SEBRAE e Secretaria de Ciência e Tecnologia do Pará. Também conta com o apoio da Rede NIT Pará, que congrega os núcleos de inovação tecnológica de universidades e institutos de pesquisa do Estado do Pará, da qual faz parte a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental.

O Vale dos Vinhedos, que é um “case de sucesso” em IG, tem sido utilizado como referência para orientar inúmeros projetos de desenvolvimento de Indicações Geográficas no Brasil e mesmo em outros países.

Fonte: Embrapa Uva e Vinho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Denominação de Origem Vale dos Vinhedos

Um esforço concentrado da equipe que está trabalhando para o reconhecimento da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos está em andamento. Antes do final deste semestre, o conjunto de documentos necessários deverá estar depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável pelo reconhecimento. Além da Aprovale – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, a ação é desenvolvida através de um projeto de pesquisa e desenvolvimento que envolve a Embrapa Uva e Vinho, a Embrapa Clima Temperado, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Caxias do Sul (UCS), tendo a FAPEG como gestora dos recursos. O projeto conta com recursos da ordem de 749 mil reais provenientes da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP.

A informação foi repassada pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e coordenador do projeto, Jorge Tonietto, após reunião de definição das próximas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação ocorrida na última semana em Bento Gonçalves. Além da Denominação de Origem, o Projeto está apoiando as etapas finais de reconhecimento da Indicação de Procedência de vinhos Pinto Bandeira da ASPROVINHO, os trabalhos de desenvolvimento da IP para Monte Belo da APROBELO, bem como a implantação do Sistema de Estações de Aviso Fitossanitário para a região da Serra Gaúcha.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Embrapa Uva e Vinho

Vinícolas do Vale dos Vinhedos apostam na elaboração de vinhos com valor agregado

A busca pela Denominação de Origem reflete posicionamento para valorizar terroir da região

Às vésperas de obter a Denominação de Origem (DO), uma etapa de evolução da Indicação de Procedência (IP) conquistada em 2002, o Vale dos Vinhedos entra em uma nova fase. Resultado de um planejamento estratégico e técnico conjunto entre as vinícolas associadas e instituições de pesquisa, a região ruma para consolidar-se como área diferenciada na elaboração de vinhos e espumantes de alto padrão.

Com uma área limitada em 81,123 km², as vinícolas estão se estruturando para trabalhar com os melhores resultados das áreas de cultivo instaladas neste perímetro. Com este novo posicionamento, que privilegia a qualidade, o foco que se delineia é a de elaboração de produtos de alto valor agregado, com competitividade internacional.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Aldemir Dadalt, este é o futuro do Vale dos Vinhedos. “Estamos trabalhando há cinco anos com esta orientação estratégica, de focar a produção em vinhos e espumantes que possam extrair a máxima qualidade do terroir propiciado pela região”, destaca. A conquista da Denominação de Origem é a certeza da relevância do diferencial que os vinhos e espumantes aqui elaborados têm no mercado.

Alinhada a esta decisão conjunta e à vocação da região, a Vinícola Miolo focou no Vale dos Vinhedos a elaboração de espumantes, devido à reconhecida aptidão e vocação do Vale para este tipo de bebida. A vinícola também produz na região os vinhos superpremium Lote 43, Merlot Terroir e Cuvée Giuseppe. Para isso, a empresa investiu R$ 5 milhões, triplicando sua capacidade de produção para 1,5 mi de garrafas de espumantes. Dentro deste planejamento, a Miolo reforçou a produção das linhas Reserva e Seleção com a produção das áreas que detém na região da Campanha, perto da fronteira com o Uruguai.

Denominação de Origem
A certificação da Denominação de Origem, pleiteada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), está em fase de finalização pelo Conselho Regulador. Entretanto, os vinhos da safra deste ano já estão sendo avaliados pelos novos parâmetros a fim de requerer a concessão futura da DO, quando esta for autorizada.
Em outubro, as vinícolas do Vale dos Vinhedos interessadas tanto na IP como na DO fizeram o requerimento para a avaliação técnica de seus produtos. Foram encaminhadas as inscrições para 30 vinhos provenientes de nove vinícolas do Vale dos Vinhedos, que totalizarão 1.134.000 garrafas certificadas. Deste total, 780 mil garrafas destinam-se à obtenção da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (I.P.V.V.) e 354 mil, da Denominação de Origem (DO).

Requisitos para a DO
- Variedades tintas autorizadas: Merlot varietal e Assemblage com, no mínimo, 60% de Merlot e cortes com Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e/ou Tannat
- Variedades brancas autorizadas: Chardonnay varietal e Assemblage com, no mínimo, 60% de Chardonnay e corte com Riesling Itálico
- Espumantes: Brancos ou rosados, devendo conter, no mínimo, 60% das uvas Chardonnay e/ou Pinot Noir e corte com Riesling Itálico
- 100% da uva cultivada no Vale dos Vinhedos
- Vinhedo conduzido no método espaldeira com produção de, no máximo, 10 mil quilos por hectare para vinhos e 12 mil quilos por hectare para espumante

Vantagens
Mesmo que a DO represente um controle mais rígido de todo o processo de produção vitivinícola do Vale dos Vinhedos, são amplos os benefícios que ela proporcionará. Ela permitirá que cada vinhedo possa expressar de forma bem específica seu terroir. Além disso, representará a expressão do vinho com identidade, produzido no Vale e pelas mãos de seus produtores.
Outra vantagem da distinção refere-se à visibilidade no mercado internacional. Já reconhecido no exterior pela Indicação de Procedência, com a Denominação de Origem o Vale dos Vinhedos passará a ser referência na produção de vinhos entre as regiões de excelência mundial.
Além de valorizar a produção vitivinícola do Vale, a conquista também terá reflexos nos mais diversos segmentos sócio-econômicos da região. Localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, o Vale dos Vinhedos apresenta potencial para ampliar o desenvolvimento do enoturismo. Da mesma forma, com a projeção do Vale e a valorização da cultura, paisagem e patrimônio da região também ganharão destaque.

Mais Informações:
Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale)
Fone: (54) 3451.9601
www.valedosvinhedos.com.br/ aprovale@valedosvinhedos.com.br.

Fonte: Conceito Comunicação